Sistemas de Aquecimento para uma Moradia

Diferentes sistemas de aquecimento/arrefecimento de uma moradia

Há sempre uma altura do ano em que efetivamente chega o frio, é o Inverno.

E porque nem sempre as mantas ou fogueiras são suficientes para fazer frente às temperaturas baixas que se fazem sentir, há quem opte pelos sistemas de aquecimento, para garantir temperaturas mais amenas e confortáveis no interior das moradias.

Mas, normalmente, surge a dúvida de qual o sistema mais eficaz ou vantajoso a escolher.

É com base nesta dúvida que a Bragança Casas desenvolveu este post. Não foi desenvolvido só na expectativa de mostrar tudo o que o mercado tem para oferecer, como também foi criado para lembrar, que independentemente de ser uma casa de madeira ou de alvenaria,  elas podem ser usados como solução em ambas as construções.

Os cuidados a ter são exatamente os mesmos!

Ter aquecimento numa casa é importante por vários motivos, inclusive de saúde e de segurança.

Para além da óbvia vantagem de aquecer e tornar mais confortáveis os ambientes, o aquecimento evita a formação de humidade e de mofo que afeta quem na casa habita, sobretudo, os que têm asma, alergias ou que sofrem de outras dificuldades respiratórias.

A pressão sanguínea e o ritmo cardíaco podem também ser afetados quando as pessoas estão expostas durante muito tempo a temperaturas que não são as ideais. A isto se junta o fato de uma casa quente e confortável contribuir para melhores noites de sono.

Ao construir uma casa nova, há muitas opções diferentes de sistemas de aquecimento a considerar. Alguns modelos são baseados em calor radiante, hidráulico, vapor radiante, lenha e outros.

Para cada tipo de calor deve ser considerada a sua eficácia em duas situações distintas, no cumprimento do orçamento e nas necessidades de aquecimento e de refrigeração da casa.

O desperdício de energia nos lares é devido, essencialmente, às más soluções construtivas, obrigando  excessos de consumo para aquecimento ou arrefecimento.

Existem muitas soluções no mercado que se podem mostrar eficientes, contudo, estes sistemas têm de estar bem dimensionado para as áreas aquecer/arrefecer. Uns são mais baratos, mas saem mais caros ao fim do mês. Outros têm um custo mais elevado, mas depois são mais eficientes. Não há uma solução melhor do que todas as outras, mas há soluções que se adaptam mais à sua casa, necessidades e orçamento!

  1. Aquecimento central (solar, gasóleo, gás, eletricidade)

O aquecimento central é um sistema que visa fornecer calor a todo o edifício (espaço interior), partindo de um ponto e espalhando-se por todas as divisões.

A maioria dos equipamentos recentes é adaptável a todos os combustíveis. Ele funciona através do aquecimento do ar em caldeira e, em seguida, o equipamento força o ar para fora em várias áreas da casa através de tubos instalados e pequenas aberturas.

O ar pode ainda ser aquecido por vários métodos, incluindo a energia solar, a eletricidade, o gás natural, o gás propano ou gasóleo.

Uma vez que este sistema pode ser usado para lidar com aquecimento e refrigeração, o sistema acaba por ser conveniente para muitas pessoas.

Este tipo de solução é normalmente visto em estruturas residenciais. A canalização necessária para usar este sistema ocupa um pequeno espaço nas paredes, podendo ser difícil instalar este sistema quando se trata de uma residência antiga, que pode requerer um planeamento diferente com novas construções.

O sistema pode ser barulhento e perturbar a tranquilidade dos habitantes. A filtragem do ar vai exigir a manutenção regular para que se mantenha um bom funcionamento do equipamento.

É bom lembrar que este sistema pode ser caro devido aos custos com manutenção.

  1. Ar condicionado

Os equipamentos de ar condicionado absorvem a energia de um local e libertam-na noutro.

Os sistemas multi-split são compostos por diversas unidades interiores ligadas a uma só exterior.

O sistema “inverter” tem um compressor com velocidade variável: varia a potência de acordo com as necessidades de climatização.

O seu consumo é mais econômico, porque ao atingir a temperatura desejada, o compressor trabalha a uma velocidade mais baixa e reduz o consumo em mais de 25%.

Os modelos mais recentes são mais amigos do ambiente e têm baixo consumo de energia, quando comparados com outros tipos de aparelhos. Atualmente, consegue-se comprar um dos melhores modelos de ar condicionado, isto é, com eficiência energética A ou B, sem que este seja demasiado dispendioso.

Antes de investir, deve informar-se com um técnico que recomende o melhor sistema para a área que quer aquecer ou arrefecer, tendo em conta a área das janelas e a sua orientação, o tipo de isolamento que tem e o número de pessoas que costumam ocupar o espaço.

O ar condicionado tem, pelo menos, mais uma vantagem: é que além de aquecer, também arrefece o que faz com que seja um aparelho para o ano inteiro. Tem a desvantagem de não permitir o aquecimento de águas quentes sanitárias e o aquecimento dos espaços não é tão uniforme.

  1. Lareira com recuperador de calor

Se optar pelo aquecimento central a lenha, o ideal será que faça a instalação de lareira com recuperador de calor, assim, maximiza o rendimento da queima da lenha e não só aquece o ambiente como também a água de forma rápida e eficiente, desde que instale circuitos de aquecimento central, como radiadores e/ou pavimento radiante.

Desta forma consegue aumentar o rendimento e reduzir o consumo de lenha face à lareira convencional. A lareira tradicional consome cerca de 12 kg de lenha por hora para aquecer uma sala com 35 m2, enquanto que o recuperador de calor necessita apenas de 1,6 kg.

  1. Salamandra a pellets ou lenha

O aquecimento central a pellets tem como principal vantagem o custo do combustível que é relativamente baixo. Minimiza as necessidades de instalação, porque não é encastrada na parede. É também utilizada na produção de águas quentes sanitárias.

Tem desvantagens na autonomia, na necessidade de manutenção periódica e no custo de aquisição que é bastante elevado.

Colocando de parte a variedade de designs e acabamentos, as salamandras oferecem mais calor e um melhor aproveitamento deste, pois é distribuído pelos vários espaços da casa.

São sistemas fechados, não produzem fumos ou cheiros, e não libertam fagulhas. Independentemente do tipo de combustível, seja lenha ou pallets, são sistemas silenciosos.

  1. Radiadores (óleo, vapor, água)

Os radiadores possibilitam a troca de calor entre o ar atmosférico e outro líquido ou vapor que é contido num sistema fechado. Trata-se de um sistema que aquece os espaços de forma homogénea, proporcionando-lhes muito conforto térmico.

Os radiadores a vapor são dos mais antigos, embora ainda se usem muito. Estes radiadores estão ligados a uma caldeira que aquece a água que, por sua vez, forma vapor. O vapor viaja por tubos verticais até ao radiador. À medida que o vapor perde o calor, ele começa a transformar-se novamente em água que é novamente aquecida, iniciando um novo ciclo.

Os radiadores a água funcionam de uma forma semelhante, mas não têm a pressão causada pelo vapor, para além de moverem a água ativamente. A água que circula nos radiadores nunca chega a ferver e quando arrefece é devolvida ao ponto de partida.

Os radiadores eléctricos têm um reservatório com um óleo mineral especial designado como óleo térmico ou óleo para a transferência de calor. Este óleo, como não queima aquando do processo de aquecimento, não carece de substituição. Tem um ponto de ebulição alto que transmite quantidades de energia térmicas incrivelmente altas, deixando os espaços muito cômodos. São silenciosos, mas lentos. Só quando o óleo atinge determinada temperatura é que se nota o aquecimento.

  1. Termo ventilador

Se o seu objetivo é aquecer uma ou várias divisões, de pequena dimensão, rapidamente, e por curtos períodos de tempo, os aquecedores portáteis podem ser uma boa solução.

O ar frio é aspirado e aquecido pela resistência eléctrica, reenviando o ar já aquecido para o exterior. Regra geral ,são pequenos, práticos e leves, mas um pouco ruidosos. Só podem ser utilizados em períodos curtos e deve limpar o seu interior de vez em quando. Também estão à venda em várias superfícies comerciais a baixo preço. Além de serem baratos, têm outras vantagens: são leves, fáceis de transportar e aquecem uma pequena divisão rapidamente.

  1. Painéis solares

O aquecimento central solar, com instalação de sistemas de painéis solares térmicos é uma ótima solução para o aquecimento de uma moradia.

Os painéis solares convertem a energia do sol em eletricidade e aproveitam um recurso sustentável e eficiente.

São, por norma, instalados na parte superior das casas onde captam de forma mais eficaz a energia solar.

Embora a instalação tenda a ser dispendiosa, são inúmeras as vantagens dos painéis solares. Além do mais, a energia do sol existe em abundância e o seu aproveitamento não compromete as necessidades das gerações futuras porque não se pode “gastar o sol” em demasia.

É bom lembrar que é uma forma não poluente de gerar eletricidade, o que nos parece muito importante no contexto de crise ambiental em que vivemos. Há a ideia errada de que este sistema funciona apenas em países muito soalheiros, mas não é verdade.

  1. Piso radiante

O sistema de aquecimento radiante de calor é muitas vezes elogiado pela sua capacidade de produzir calor natural e confortável na casa. Neste sistema, o calor é geralmente entregue através de um sistema de tubos de água quente debaixo do chão, embora estes tubos também possam ser instalados em painéis no telhado da casa. A água quente é aquecida utilizando uma caldeira que geralmente é movida por petróleo, gás natural, propano ou eletricidade. O calor radiante é muitas vezes lento para aquecer uma sala, porque a água deve primeiro ser aquecida e depois circular através das tubulações.

Ele pode ser caro para instalar e para manter, pois pode ocorrer um problema com o sistema de aquecimento e distribuição de água.

Existe também o sistema elétrico que se apresenta como uma excelente alternativa.

  1. Acumuladores de calor

Os acumuladores são sistemas de aquecimento eléctrico por efeito de Joule (converte energia eléctrica em energia térmica), com blocos de cerâmica, nos quais existem resistências eléctricas. São concebidos para manterem um espaço a uma determinada temperatura constante, durante 24 horas, estando em carga apenas durante as horas de vazio (noite). A sua instalação torna-se vantajosa ao optar pela tarifa bi – horária, já que permite tirar partido do custo mais baixo da eletricidade durante a noite.

 

  1. Aquecedores a gás

Os aquecedores a gás geram calor através da combustão de gás, normalmente butano. São bastante econômicos e aquecem o ambiente mais depressa que os aquecedores elétricos. Quando tomar como opção a escolha de um aquecedor a gás, tem de saber qual o local onde o pretende colocar. Conte sempre com uma divisão com boa ventilação, pois este equipamento consome algum oxigênio do lugar onde se encontra.

Os aquecedores a gás são distinguidos entre:

– Radiante

– Catalítico

– Chama azul

No aquecedor a gás radiante o calor é transmitido através de infravermelhos de alto rendimento que lhes confere uma maior potência, atingindo até 4000W, devendo os mesmos serem colocados numa divisão bem ventilada. Modelos de maior potência aquecem divisões maiores. Aconselhamos que mantenha as crianças e animais domésticos afastados do equipamento.

aquecedor a gás catalítico emite calor através do seu painel catalítico e por radiação aquece os objetos e indiretamente o ar. Visto não funcionar com fogo direto o risco de queimaduras é muito baixo. Este é recomendado para lares com crianças e animais domésticos.

Os aquecedores de chama azul são aquecedores a gás por convenção. A ignição do gás produz uma temperatura mais elevada, o que resulta num menor consumo de combustível e uma maior emissão de calor. Contam com duas saídas de calor: frontal e superior, por onde aquece diretamente o ar, o que permite uma temperatura equilibrada em todo o ambiente. São os mais eficientes, em função da sua potência são os que menos consomem.

  1. Calor geotérmico

O sistema geotérmico é uma opção mais recente para aquecimento e arrefecimento de uma casa. Estes sistemas podem ser caros para instalar, no entanto, devido à sua capacidade de usar o calor da Terra para regular a temperatura, podem reduzir significativamente os custos associados com aquecimento e arrefecimento de uma residência.

O modelo funciona tanto para aquecimento e arrefecimento, pois utiliza a temperatura relativamente constante do terreno.

Quando um proprietário de um imóvel pensar em escolher um sistema de aquecimento para a sua casa, ele deve considerar como é que todo o procedimento será alimentado, além de quanto é que isso vai custar. Considerando que muitas destas opções requerem sistemas de refrigeração separados, pode ser melhor usar um sistema de aquecimento central para combinar aquecimento com arrefecimento nas regiões onde ambos sejam necessários.

Com foco nas necessidades específicas não será assim tão complicado decidir qual método usar. Basicamente, deve dimensionar o sistema de aquecimento central de acordo com as necessidades energéticas da habitação, o isolamento da casa, a temperatura média pretendida, a área a aquecer ou o número médio de dias em que será preciso usar o aquecimento.

Tão ou mais importante no nosso entender é a sustentabilidade e eficácia ecológica do sistema. Deve ser um fator de relevo na decisão.

Antes de optar por um sistema, tenha em linha em conta o seguinte aspecto que é de extrema importância:

– O isolamento e a estanqueidade da casa determinarão a quantidade de calor de que o espaço precisará. Se o isolamento térmico da casa for um problema, vale a pena resolver primeiro essa questão antes de instalar o sistema de aquecimento, pois de nada lhe serve estar a gerar calor que se perde pelas paredes, janelas e tetos.

A escolha da fonte de calor para a sua moradia foi a mais adequada?

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